Hoje eu tive
um sonho com você.
Nele, você
me parecia consumido pela dor.
A tristeza
trazia um brilho fosco aos teus olhos.
Percebo que,
finalmente,
Consegui te
olhar sem sentir nada.
Aliás, nada
do que já senti por você.
Digo ainda
mais,
Nada do que
já senti, depois do amor.
Depois que
ele acabou.
(Comigo).
Atento-me
que, ao dizer nada;
Eu diria que,
de repulsivo.
Pois eu
senti tua dor.
E tive pena.
Parecia
padecer do sentimento clandestino.
Precisei
interceder por você.
Pedi aos
céus que te livrasse de tua dor.
E da minha.
Esta, não
precisava mais carregar.
Eu a curei.
- Bem, eu
não teria tal poder. –
Acordei
curada.
Continuei a
pedir.
Quero te
libertar de mim
Já que de si
mesmo, só você é capaz.
Mas anseio
que,
Um dia
Algum dia;
Você amanheça
como eu.
Livre de si.
E também me
liberte de ti.
Eu poderia
findar aqui,
Mas me
lembrei de algo importante.
Um dia escrevi:
“Há pessoas
que são poesias e outras, que nos tiram ela.”
E me enganei
ao concluir isso baseando-me em ti.
A poesia
ainda existe na mais miserável pessoa.
Ela existe
depois que ecoa.

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