Querido,Você é uma
bela lembrançaÉ a dúvida
que carrego
Nos dias em
que me questiono
Se soube
optar pela melhor opção
Ao abandonar
você.
Uma confusão
sem tamanho
Lembrar com
aversão
Que pude eu
fazer além de tentar?Não pude muito
por você.Que ironia
esse romance:
Saber que
foi bomE não sentir
que foi bom.
O amor
consciente que pregávamos
Um ao outro
Foi a
própria maldição.
Você me
dizia que amor era escolha
E não
sentimento
Que era decisão
amar
Mesmo quando
não fosse possível
Pelo coração
rabugento
E assim se
faria
A aliança inquebrável
Todavia,
minha realidade de amar
Foi diferente
E você teve
que aceitar
Eu não soube
amar consciente
Te amei enquanto
te desejei
E me
pergunto:
Você seria capaz
de escolher
Continuar desejando?
Sei que você
precisou de tempo
Para esquecer
Talvez isso
comprove e responda,
Minhas tardias
dúvidas:
Você mentiu
que tinha o poder de escolha
E eu fingi
que escolhia amar.
Bem sei eu, que
tentei lhe oferecer um poemaQue falasse
de amor, aliança e paciência.Entretanto,
como uma poetisa
Vivo um
dilemaEu precisava
ter sentido alguma dor
Que, ao
menos, o fim da nossa beleza houvesse doído
Sinto muito,
meu querido
Fortuito,
apenas um teorema.