Há dias que
não quero ter utilidade
Não quero
ser agradável
Não será um
prazer sorrir
Será que
posso demonstrar
Um pouco de
fragilidade?
Para quê
abrir as janelas?
A cama está
aconchegante
O brilho lá
fora, tão ofuscante
As vozes na
rua, penetrantes.
Quantas
delas!
Parece que
mais ninguém
Vive isso
como eu
As pessoas
vivem todos os dias
Eu não
Hoje minha
vitalidade
Se rendeu
Na verdade,
isso já virou praxe
Aceito meu
espirito
O que são
alguns dias
Comparados a
todos os anos?
Deixo que a
vida volte e me ache
Mas me preocupo
Não vou
negar
Às vezes,
tenho medo
Me questiono
se é comum
Se vai
passar
Ou piorar
















