sexta-feira, 19 de julho de 2024


 
Poesia é a forma bonita
Que encontro para deixar vir à tona
Minhas fraquezas,
Realezas,
Meninices,
Grandezas...
Idiotices,
Sandices,
Nobrezas,
Tolices...
 
Poesia é onde me exponho,
Deixando a critério do leitor me interpretar.
Temática clichê, mote enfadonho
Parece vago, errante.
Entretanto, ditos com franqueza;
Ao leitor sagaz, compreensão é sutileza.


 

A natureza e a alegria, tem algo em comum:
A liberdade.
Uma árvore existindo em sua plena magnificência
É como um ser humano em sua plena vivência;
Ambos recebem chuva e sol,
Frio e calor,
Alegria e dor.
Nada é ser, tudo é estar.
Estar alegre é como receber um pássaro em seus ombros
Alegria duradoura é quando ele faz  ninho.
Mas eles voam, voltam, voam, vem outros.
Alguns ficam, outros se vão.
A alegria é livre, tentar prendê-la é perdição.


Parte 2


Já me tocaram
Já me viram
Me ouviram
Me surraram
Esgotaram
Tudo já houve
O que se ouve, em seguida, então?
Silêncio.
É nele que os verbos mudam.
Os verbos que escrevo, sou eu.
 
Num dia, sou futuro,
Desejando cores, amores e o mundo.
Devaneios profundos.
Noutro, sou presente,
Racional, voraz e estridente.
Desvario iminente.
Depois do silêncio, sou passado,
Tudo que já fui se encerra
De que adianta as lembranças?
Enterra.
Já não sou...

Eu era!