quinta-feira, 25 de janeiro de 2024


 

Como eu poderia escrever um romance

se não tenho em quem pensar?

Que rosto seria minha inspiração,

no caso de eu querer desenhar?

Mas estou a sorrir, acredita?

Estar desabitada é divertido.

Há tanto tempo que não perco meu tempo.

Não perco meu sono.

Não perco meu ermo.

Entretanto, nem sempre é assim, só alegria.

Já encontrei alguém que deveria,

Além de amar, conservar.

Porém, como faria? Eu não sentia.

Então, o sorriso se esvai e vem o clima,

Seco e árido, que não cultiva; não alivia.

Eu já desejei algum sentimento,

Nem que fosse ruim, para eu me sentir viva;

Mas não há adubo que sirva para essa total rebeldia.

Não está sob meu controle, bem que eu queria.

Voltar a amar, desejar, sentir borboletas no estômago e,

Até chorar

Seria viver e conseguir recordar

Sem precisar esquecer

E cancelar

Mas nunca tive sorte com isso

Ou gostei e tive prejuízo

Ou gostaram e não tive compromisso

Ah! Que poema mais sem graça

Não tem biotipo, nem cor e nem raça.

Não há ninguém que ultrapasse

Os limites de minha armadura

E de minha bacia rasa

Não verte mais água

Não enche uma taça

Não mina mais amor

Onde já corroeu a desgraça.

Mas que coisa hilária

Que graça!

Se isso for bom, Graças!

E se não for...

Faça.


Nenhum comentário:

Postar um comentário