Como eu
poderia escrever um romance
se não tenho
em quem pensar?
Que rosto
seria minha inspiração,
no caso de
eu querer desenhar?
Mas estou a
sorrir, acredita?
Estar
desabitada é divertido.
Há tanto
tempo que não perco meu tempo.
Não perco
meu sono.
Não perco
meu ermo.
Entretanto,
nem sempre é assim, só alegria.
Já encontrei alguém que deveria,
Além de amar, conservar.
Porém, como
faria? Eu não sentia.
Então, o
sorriso se esvai e vem o clima,
Seco e
árido, que não cultiva; não alivia.
Eu já
desejei algum sentimento,
Nem que
fosse ruim, para eu me sentir viva;
Mas não há
adubo que sirva para essa total rebeldia.
Não está sob meu controle, bem que eu queria.
Voltar a
amar, desejar, sentir borboletas no estômago e,
Até chorar
Seria viver
e conseguir recordar
Sem precisar
esquecer
E cancelar
Mas nunca
tive sorte com isso
Ou gostei e
tive prejuízo
Ou gostaram
e não tive compromisso
Ah! Que
poema mais sem graça
Não tem
biotipo, nem cor e nem raça.
Não há
ninguém que ultrapasse
Os limites
de minha armadura
E de minha
bacia rasa
Não verte
mais água
Não enche
uma taça
Não mina
mais amor
Onde já
corroeu a desgraça.
Mas que
coisa hilária
Que graça!
Se isso for
bom, Graças!
E se não for...
Faça.

Nenhum comentário:
Postar um comentário