Para deixar alguém angustiado
Basta não retribuir às exigências
Quando o outro está disposto a desentender-se
Manter a calma deixa-o aflito
E que seria das consequências
Sem alimento à paz e ao alívio?
E que será de quem apaga o pavio?
Engolir a fumaça
A ameaça
A trapaça
A pirraça
O que sobra de quem cede?
Com perdão, um pouco de graça
Um cômodo escuro e solitário
Não sujo
Talvez, apenas consumido pela traça
E desse cômodo,
o coração é a casa.

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