domingo, 16 de junho de 2024


 

Um rio nunca é o mesmo duas vezes.
Não só o rio.
Ontem nadaram em mim
Mergulharam em minhas profundas correntezas.
Hoje sou novas águas
Gélidas e transparentes
Que se seguem inerentes
Não sou a nascente
As profundezas são de pedras pontudas e insolentes
E, em meio a uma agitação qualquer,
As águas se escurecem com a poeira que se levanta
Sobressalente.
Eu sou como um rio,
Transluzente
Vítreo
Lúcido
Corrente.

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